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A Farsa de Aldo Rebelo: O Comunista que Quer Ser “Opositor” sem Largar o Estado

O espetáculo político brasileiro tem dessas ironias dignas de um dramalhão mexicano. Aldo Rebelo, o ex-ministro de Lula e Dilma, o homem que passou 40 anos filiado ao Partido Comunista do Brasil, agora posa de arauto da mudança. “Esse governo precisa ser removido”, bradou. Mas não se enganem com a retórica de lobo em pele de cordeiro. Sua transição de fiel escudeiro do petismo para crítico inflamado não é um despertar liberal. É a velha briga de quintal do comunismo: o problema não é o Estado gigante, é quem está no comando da máquina.

Aldo Rebelo foi ministro da Coordenação Política de Lula, presidiu a Câmara, comandou as pastas do Esporte, Ciência e Defesa nos governos Dilma. Durante o impeachment de Dilma, foi voz firme contra a destituição. Agora, candidato pelo nanico Democracia Cristã, critica o governo e o STF com a empáfia de quem descobriu a água quente. Diz que o Brasil é “refém de uma agenda internacional” que atrasa o desenvolvimento, que Ibama, Funai e Ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas “paralisam o país”. O discurso pode soar novo, mas a essência é velha como a utopia estatista.

É hilário ver um expoente da velha guarda comunista, que sempre defendeu o inchaço estatal e a ingerência governamental em todas as esferas, agora posar de crítico do “governo que não desenvolve”. Onde estava essa preocupação com o crescimento quando ele e seu partido implementavam políticas que sufocaram o empreendedorismo? A verdade é que a “oposição” de Rebelo não é contra o gigantismo estatal, mas sim contra quem o opera de forma que ele não aprova. Ele não quer menos Estado; quer o Estado sob novas ordens.

A tentativa de Aldo Rebelo de se reinventar como um crítico do governo, usando argumentos que flertam com uma agenda mais liberal, é uma farsa. Ele diz que mudou e que hoje valoriza o mercado e o empreendedorismo. Mas a que custo? Ele ainda defende a intervenção estatal na economia, o planejamento de longo prazo, a infraestrutura essencial e a garantia de direitos sociais que o mercado, por si só, não seria capaz de universalizar. Ou seja, continua sendo um defensor ferrenho de um Estado grande e controlador, apenas com um verniz de “nacionalismo” e uma crítica pontual ao atual ocupante do Planalto.

Um bom estado é aquele que é mínimo, que protege as liberdades individuais e não se mete na vida do povo. A remoção de governos não é a solução quando a raiz do problema reside na crença de que o Estado é a resposta para tudo. Aldo Rebelo não é um liberal arrependido; é um comunista de carteirinha que trocou de time, mas não de cartilha. Sua crítica a Lula é apenas mais um capítulo da eterna disputa pelo controle do Estado, não uma defesa da liberdade. Enquanto a direita brasileira continuar aplaudindo esses “conversos” de ocasião, continuará sendo enganada por uma oposição que, no fundo, quer a mesma coisa: mais Estado, mais impostos e menos liberdade.

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