O G7 foi palco de um alerta que ecoa muito além das fronteiras francesas. Donald Trump, ao ser questionado sobre sua relação com o presidente Lula, foi cirúrgico: o Brasil se tornou um país “politicamente perigoso”. A declaração, proferida durante a cúpula em Évian, não é um simples desabafo de um líder polêmico — é o diagnóstico de quem acompanha de perto a deriva autoritária, a perseguição judicial seletiva e o alinhamento ideológico que tomaram conta da nação.
A fala de Trump veio na esteira de um evento que escancara o arbítrio do Supremo Tribunal Federal. Na véspera, a Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, determinando sua inelegibilidade até 2038. Para Trump, a mensagem foi clara: “Eles jogam duro. Prenderam ele ou querem prendê-lo”. O Departamento de Estado americano já havia classificado a decisão como parte de uma “guerra jurídica” contra opositores políticos. O que se vê não é justiça, é um tribunal de exceção que silencia vozes incômodas sob a capa do “combate à desinformação”.
A reação de Lula foi a previsível retórica da vítima. O presidente pediu que Trump “não se meta nas eleições brasileiras” e defendeu a soberania nacional. Mas a hipocrisia do discurso é escancarada quando se observa a diplomacia lulista: abraços em ditadores, silêncio sobre crimes de guerra e flerte com regimes que oprimem seus próprios cidadãos. O Brasil de Lula não é um país soberano; é um Estado que se solidariza com a pior escória do mundo enquanto persegue seus críticos em casa. A mesma turma que defende ditaduras cubana, venezuelana e russa tem a audácia de falar em “democracia” quando lhe convém.
O alerta de Trump não é isolado. A designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelo governo americano marcou a maior derrota diplomática do governo Lula. Enquanto o Planalto gastou tempo e recursos para tentar reverter a decisão, Washington dobrou a aposta, oferecendo R$ 2,7 bilhões para países sul-americanos que quiserem combater o crime. O mundo percebeu o que o brasileiro já sabia: o governo Lula trata facções criminosas com leniência, gasta milhões para defender ministros do STF nos EUA e ignora a própria Constituição.
O “Brasil perigoso” de Lula não é uma invenção de Trump; é uma realidade palpível para milhões de brasileiros que veem suas liberdades minguarem, a economia patinar e a justiça ser aplicada com dois pesos e duas medidas. O recado do G7 não é apenas um alerta — é um grito por atenção antes que seja tarde demais. Enquanto o governo petista continuar abraçando ditadores e perseguindo opositores, o Brasil seguirá sendo visto pelo mundo como aquilo que realmente se tornou: um país politicamente perigoso.

